O homem,o áudio e a frescura

Bem gente falando no nome do site esse "FRESCURA" vem a respeito de muitas pessoas tem ao falar de áudio deixando os que estão começando de cabelo em pé....venho aqui explicar-lhes sobre o que aprendí e aprendo e aprender com todos também!!!
Atenção como não tenho muito conhecimento de fazer blog e o que me interessa aqui é a apresentação do áudio em assunto principal , peço à todos compreensão pois postagens novas estão sempre lá embaixo e não em links...ou seja voce tem q ir rolando a tela para ver ou assistir novos assuntos ok??
OBRIGADO!!!!

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domingo, 19 de dezembro de 2010

O Áudio

  1.  
  2. Olá galera!!!

Espero que voces curtam bastante esse blog...que foi criado pensando em voce que curte o áudio
e faz gravações , mixagens e masteriza também! Tanto em casa ou no estúdio!
Fiz dois cursos de áudio com nomes renomados do mesmo...são eles Sérgio Izeckson,Sollón do Valle,Fabio Henriques...
Ja que esse blog é de áudio vamos aprender ou apenas relembrar sobre ele....mas espere,esse blog é DIFERENTE pois nele voce não só encontrará detalhes técnicos do áudio em todos os seus aspéctos como programas para download...e TAMBÈM algumas coisas mais que voce tem q aprender antes de mais nada!
Vamos lá:

O QUE É O SOM?

Som é uma energia que se propaga em ondas. Percebemos os sons porque somos capazes de captar o movimento das ondas sonoras. Todo nosso organismo é capaz de sentir o movimento destas ondas, porém é o ouvido o órgão especializado na captação dos sons e na sua transmissão para nosso cérebro que, de acordo com o sinal enviado, é capaz de identificá-los.
Som
Até aí, nenhuma novidade. A natureza é rica em sons e, antes mesmo de nascermos, tomamos contato com eles. O homem, como um ser da natureza, também os produz através da fala, do canto, dos movimentos e dos gestos. Bater palmas parece ser um método universal de produzir sons que chamam atenção, indicam satisfação, marcam o compasso de uma música ou dão o colorido a uma dança. Podemos "fabricar" sons utilizando objetos corriqueiros como copos ou pedaços de madeira. Também podemos fazer sons utilizando objetos especializados, os chamados instrumentos musicais.
O desejo de produzir sons sempre esteve acompanhado do desejo de "guardar" sons para poder reproduzi-los posteriormente, só que o conhecimento e a técnica tiveram que evoluir muito até que este desejo pudesse se tornar realidade. Atualmente podemos nos considerar privilegiados: gravamos sons em diversos formatos e podemos ouvi-los em transmissões de rádios e TVs, em reproduções digitais gravadas em CDs, nos i-Pods e no computador. Você consegue imaginar um mundo onde os sons não podiam ser registrados e reproduzidos? Pois é, não faz mais do que 50 anos que isto é possível sorriso
Mas, o que é um som? Quais são as qualidades do som? Como um som pode ser produzido, capturado e guardado? Como pode ser reproduzido? A ciência que deu as dicas para que isto pudesse ser feito é a Física.
O ramo da Física que estuda os sons é a Acústica. Esse estudo pode ser dividido em três partes: produção, transmissão e detecção. Vamos abordar inicialmente alguns conceitos básicos, porém imprescindíveis, para facilitar nosso entendimento dos sons e da música.
FONTES SONORAS
São os instrumentos que geram as ondas sonoras. Muitos corpos podem servir como fontes sonoras, todavia, há um pré-requisito indispensável para que ele funcione como tal: precisa ser capaz de vibrar. Para que um corpo seja posto em movimento vibratório é imprescindível que exista uma relação bem definida entre duas características importantes da matéria que o compõe: densidade e rigidez.
ONDAS SONORAS
O som é resultado de um movimento vibratório da matéria transmitido através de meios materiais e elásticos. É energia que se propaga através de ondas, chamadas de ondas mecânicas porque precisam de um meio material para se propagar. Este meio pode ser sólido como a terra, líquido como a água ou gasoso como o ar. Na maioria das vezes, ouvimos sons sendo transmitidos através do ar.
Os meios de propagação são denominados meios elásticos porque são capazes de se deformar com a passagem de ondas sonoras e de restaur sua forma original após a passagem das mesmas. Qualquer meio material que propaga uma onda sonora é considerado elástico.
Resumindo: as ondas sonoras são ondas mecânicas, longitudinais e tridimensionais. Por serem longitudinais, são ondas de pressão e caminham no meio de propagação através de sucessivas compressões e rarefações das partículas do meio (veja abaixo). As ondas, ao se propagarem através de um meio elástico, alcançam o ouvido causando a sensação sonora. O aparelho auditivo humano é sensível a sons cujas freqüências estão entre 20 Hz e 20 kHz. Esta faixa de frequência é conhecida como ESPECTRO DE AUDIOFREQUÊNCIAS.

Quando um objeto vibra na atmosfera, ele movimenta partículas de ar ao seu redor. Estas partículas de ar, por sua vez, movimentam outras partículas de ar ao seu redor e, desta forma, o movimento das partículas carrega e transmite a vibração.
A observação de um sino é bastante elucidativa. Quando o sino é tocado, o metal vibra - se expande e se contrai. Ao se expandir, ele empurra as partículas de ar ao seu redor. Estas partículas colidem com outras à sua frente, as quais colidem com as seguintes e assim sucessivamente. Esta é a chamada compressão e corresponde à pressão máxima da propagação sonora.
Quando o metal se contrai, ele puxa as partículas de ar ao seu redor. Isto acarreta uma queda na pressão, o que puxa ainda mais partículas de ar, acarretando nova queda de pressão e assim por diante. Esta diminuição de pressão é chamada de rarefação e corresponde à pressão mínima da propagação sonora.
Onda sonora
Fig.1 - Onda sonora
Quando representamos graficamente as ondas sonoras, podemos analisá-las e identificá-las com mais facilidade. Observe a Fig.1 e acompanhe: as cristas são as elevações e os vales são as depressões. Individualmente, as ondas são caracterizadas pelos seguintes elementos: comprimento de onda, amplitude, período e velocidade.
  • O comprimento de onda, comumente representado pela letra grega λ (lambda), é a menor distância que vai de uma crista a outra ou de uma depressão a outra.
  • A amplitude é a distância que vai de uma crista ao eixo de propagação da onda. Pode ser também a distância do ponto máximo da depressão ao eixo de propagação.
  • Período é o tempo gasto para que uma oscilação seja completada. No exemplo da Fig.1, o período é de 1 segundo.
  • A velocidade de propagação das ondas é constante para um determinado meio.
A frequência de uma onda representa o número de oscilações por segundo, ou seja, o número de ciclos por segundo. A unidade é chamada de hertz (Hz). A Fig.1 representa uma onda de 1 Hz pois esta completa um ciclo a cada segundo. As ondas têm sempre a mesma frequência da fonte que as emitiu, independentemente do meio em que se propagam. Se a fonte tivesse emitido uma onda de 1000 ciclos por segundo, a figura estaria representando uma onda de 1000 Hz ou 1 kHz.
A frequência é o inverso do período, ou seja, F=1/T. Por sua vez, o período é o inverso da frequência, ou seja, T=1/F. Tomemos como exemplo uma onda de 20 Hz. A frequência desta onda é de 20 ciclos por segundo, portanto, o tempo necessário para esta onda completar um ciclo (seu período T) é um vigésimo de segundo: T=1/20 s.
Como a origem do som é um movimento vibratório da matéria, é interessante analisar o comportamento da propagação do som em diversos meios. No vácuo, onde não existe o meio material indispensável para seu transporte, o som não se propaga.
MEIOVELOCIDADE
(metros por segundo)
Dióxido de Carbono (CO2)259
Oxigênio a 0ºC316
Ar seco a 0ºC331
Ar seco a 20ºC343
Hélio a 0ºC965
Clorofórmio a 20ºC1.004
Etanol a 20ºC1.162
Chumbo1.230
Água doce a 8ºC1.435
Mercúrio a 20ºC1.450
Água doce a 20ºC1.482
Água do mar1.522
Chumbo1.960
Cobre5.010
Vidro (Pyrex)5.640
Aço5.960
Granito6.000
Na acústica distinguem-se os sons propriamente ditos, chamados de sons musicais, dos ruídos. Os sons musicais nos dão uma sensação contínua, geralmente agradável, e podem ser comparados entre si. São devidos a vibrações regulares e bem definidas. Os ruídos nos dão impressões muito curtas e confusas, pois são vibrações irregulares ou uma mistura de vários sons discordantes. Apesar disto tudo não existe uma diferença muito nítida entre som e ruído.
TECNOLOGIA SONORA
O advento da tecnologia e principalmente da eletrônica permitiu o desenvolvimento de armazenamento de áudio e aparelhos de som para gravação e reprodução de áudio, principalmente música.
São exemplos de fontes ou mídias o MP3, CD, o LP ou Disco de vinil e a cassete. Alguns dos aparelhos que reproduzem essas mídias, são o toca-discos e o gravador cassete.
Desde seus primórdios, com a invenção do fonógrafo, essa reprodução eletrônica do áudio evoluiu até atingir seu auge na alta fidelidade, que faz uso da estereofonia.
Instrumentos musicais: Cada instrumento produz as notas com timbres diferentes. As vibrações são criadas por toque ou sopro e cada instrumento tem o seu ressoador que amplifica os sons audíveis. Ex: no piano quem gera o som é a corda e quem ressoa é a caixa de ressonância.
ENTENDEU??

OK!!!
Vamos dar continuidade
Se voce não entendeu a pequena parte do áudio la am cima procura na net que tem muiiiiiiita coisa.








Agora algumas coisas que nós temos que ter em mente!!!
A pessoa que trabalha com áudio ou toca e talvez cante....ou até as duas coisas,não é nada menos que um sonhador...é uma pessoa que sonha em um dia dar uma virada na v
ida artistica e poder desfrutar e ter seus 15 minutos de fama.Uma das coisas que devemos estar cientes é qual a parte de voce que o musico,cantor ou seja lá o que for o contratante...quer trabalhar!!!
Assim é bom voce ter uma conversa antes para chegar a conclusão do que seu contratante realmente quer para mais tarde ele não te cobrar.
Por experiência faça tudo no contrato...seja amigo,
irmão,pai,mãe,AMIGÂO principalmente...para que voce possa REALMENTE como amigo...assustou-se...achou que fui radical demais?
ACREDITE!!!
Voce vai se decepcionar muito nesse mundo do áudio...principalmente com os amigos...isso é natural...bem não era pra ser ..maaaaassssss

Sou um cara com um pensamento diferente dos demais que trabalham com áudio,música,e esses tipos de coisa!
Tenho educação e não gosto de ser ignorante...mas ás vezes existe a necessid
ade disso!
Gosto muito de usar indiretas durante o trabalho....para "cutucar" o cliente e deixá-lo talvez um pouco pensativo e forçar a entrada em um assunto que não quero começar primeiro.
exemplos de cutucadas:





Ué o som do bumbo ficou estranho com a banda né?
mas deixa assim que voce prefere assim né?
vamos agora para o violão.....kkkk....nesse momento voce plantou uma semente q por mais q o ego do cara diga q o bumbo ta bom daqui a uns 5 minutos ele vai te perguntar: "-MAS O Q TA ESTRANHO NO BUMBO"
nessa hora voce tem q se garantir pra realmente mostrar o q pode ser feito...rsrs...ou cai toda sua moral..entre outras cutucadas....

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  Uma das coisas que mais me dão raiva é um cara chegar e falar que na vida agente tem q tentar e experimentar vários angulos em ponto de vista numa produção , em um arranjo....e logo depois quando ouve alguém fazendo uma mix ou arranjo usando diferentes "pontos de vista" logo se neutraliza e JULGA!!!!!!!!!! o trabalho do outro....como pode ser assim??!?!?!...a ser humano é algo tão confuso....tão complexo ....e tão inconveniente...CHATO...não que ser totalmente a favor de tudo seja obrigatório....mas deixa o cara tentar e terminar...o trabalho para julgar no fim....existem tecnologias hoje q facilitam muito TUDO...mas ainda assim algumas pessoas que não tem conhecimento ainda dificultam tudo....

       Já aconteceu muito de estar fazendo uma mix e no momento voce simplesmente pra ouvir um tipo de som ou para tentar dar uma cara mais personalizada ao trabalho do cara que se diz a favor de não ser muito igual a outra pessoa esse vem e é contra aquilo....
exemplo disso foi um dia fiz uma mix de uma banda e a caixa da batera foi mal captada...e ficou um som ruim...mas por meio da tecnologia modifiquei a caixa do individuo...dei uma diferenciada procurando aproveitar o arranjo pop e tirar aquela caixa de forró (RSRSRS) que tooooooooooodo mundo usa.....e usar uma caixa mais rock....tipo iron maiden...kkk....ficou show..até agente se acostumar precisa ouvir muito a batera e o baixo juntos.....aí quando seu cerebro se acostuma voce começa a perceber que a vida é assim...agente se acostuma muito com as coisas e aquilo vira padrão....!
Quando os produtores mais antigos usaram essa caixa pra forró...aquela agudinha de leve virou padrão....mas o empurrão veio dos teclados...usados pra se tocar na noite! Mas hoje se voce usa outra caixa logo apareec um milhão de pessoas que tocam forró e produzem arranjam,mixam e blábláblá dizendo que tá muito ruim o som ...até aparecer uma banda arrebentando nas paradas usando tal caixa pra todo mundo dizer que tá show....!!!!
Então,o mundo do áudio é um pilantra!!!
Ou voce se acostuma com muitos "-TÀ RUIM" ou sai fora desse trabalho!!!
Voce nunca será perdoado....por ninguém...por um erro...mas também glorificado por um acerto será muito dificil!
Existem alguns tipos de artistas que facilitam todo o trabalho de produção...e arranjos...mas tem os outros que parecem que contratam voce para te ensinar a trabalhar..não te deixam a vontade.
E assim trabalhar fica muito chato! De certa forma o áudio pra nós é um prazer,mas quando esbaramos nos egos dos outros e ainda tem o nosso!!!kKKKKKKKKkkkkkkkkk

Um som de violão que pra voce tá muito bom pra outra pessoa pode parecer horrível...não pare continue...seja educado,seja humilde,se o serviço é para uam pessoa que tá pagando,faça-o! sem pensar muito...vai equalizando comprimindo ou outra coisa qualquer sempre pergunte se o cara ta gostando!! É o justo. Agora se o trabalho é seu tira onda! Alguém falou que ficou ruim? Dá a mix pra ele fazer,e tira de proveito o que é bom e ruim da dele também!


 QUALIDADE DE ÁUDIO






Algumas pessoas vem com áudio projeto gravado em casas de shows ao vivo para  mixar e finalizar e transformar em cd.Mas na verdade foi mal gravado com mesa de qualidade inferior com pre´s de má qualidade com cabos de qualidade duvidosa com ruídosfalta aterrramento no sistemaclipando sem monitoração nenhuma...e QUEREM POR QUE QUEREM QUALIDADE DE EDIÇÂO E M?IXAGEM.....kkkkkkkkkkkkkk.....na p´roxima postagem eu termino aqui...não deixem de comentar viu?



Muitas pessoas tem em suas gravações essa imagem acima que voces veêm...então muitas delas não tem idéia que isso pode ser conclusivo para a qualidade de suas mixagens ou masters. Então voce grava , mixa e masteriza mas no tudo num tem aquele som...aquele q tava ficando mas que de repente não se sabe porque ...sumiu...vc consegue timbrar tudo mas na hora de juntar vira um mexe mexe de volume, pan, reverb,e efeitos de menos de mais....e nada melhora...e voce começa a baixar alguns instumentos e derepente beleza começa a tomar forma mas ué...cade o violão 2???? cade o shake da percussão???...cade a sanfona?? ou a guitarra?...tem q estar mais presente....mas se aumento volta o problema que não se consegue explicar.....



...De entender isso!!!!

leia meu artigo abaixo e voce compreenderá...


Fase

Uma onda senoidal pode ser entendida como um movimento circular que se propaga ao longo de um eixo, o qual pode representar uma distância ou tempo, por exemplo.
A relação desse movimento com um ponto de referência é chamada de fase. Por exemplo, na figura abaixo as duas senoides estão defasadas em 90º.
Quando duas ondas são superpostas suas amplitudes são somadas algebricamente e a onda resultante dessa soma depende da fase. Assim, duas ondas de mesma frequência e amplitude A começando seus ciclos em zero grau, quer dizer em fase, vão resultar numa onda com mesma frequência e amplitude igual a duas vezes A. Mas se essas ondas estiverem defasadas, essa relação de amplitude é modificada. Para duas ondas de mesma frequência e amplitude, mas defasadas em 180º, as amplitudes estão exatamente opostas, cancelando-se totalmente:
Dizemos que diferenças de fase entre duas ondas geram interferências construtivas - quando a onda resultante tem amplitude maior que a das ondas individuais - ou interferências destrutivas - quando a amplitude da onda resultante é menor que a das ondas individuais.
Isso quer dizer que quando ondas sonoras interagem no ambiente elas estão se reforçando (interferência construtiva) ou cancelando (interferência destrutiva). On sons que ouvimos no ambiente à nossa volta têm um comportamento complexo e raramente teremos um cancelamento total de uma determinada frequência devido às diferenças de fase.
As mesmas relações dadas para ondas senoidais de mesma frequência e amplitude são aplicadas também para a interação de outros tipos de onda com frequências e amplitudes diferentes.
Deve-se notar que os harmônicos e parciais que compõem um som complexo também podem ter fases diferentes. Embora essas diferenças determinem a forma da onda, nosso aparelho auditivo é pouco sensível a essas variações. De modo geral, somos bastante sensíveis a variações de frequência e amplitude, mas as relações de fase são pouco perceptíveis, a não ser indiretamente.
Por exemplo, duas senoides de frequência muito próxima, digamos 500Hz e 503Hz, entrarão e sairão de fase numa taxa de três vezes por segundo. Isso causa uma interferência periódica de reforço e cancelamento de amplitude. Esse fenômeno é chamado "batimento" e, nesse caso, a frequência do batimento é de 3 Hz. A sensação auditiva causada pelo batimento pode auxiliar na afinação de instrumentos de cordas, por exemplo. Quanto mais próxima a finação de duas cordas soando juntas na mesma nota, menor a frequência do batimento gerado, que deverá desaparecer por completo quando elas estiverem perfeitamente afinadas.

Escute:









Formato .aif (576 Kb) Formato .mp3 (104 kb)

Batimento gerado pela superposição de dois sons senoidais de 500 Hz e 503 Hz



Se considerarmos a situação de uma sala em que um som é difundido por dois alto-falantes, a interação entre os sons emitidos por cada um deles ocorrerá de modo diferente em cada ponto da sala. Dessa maneira, ouvintes localizados em pontos distintos ouvirão resultados sonoros diferentes. Um ouvinte posicionado de modo equidistante dos dois alto-falantes ouvirá o som em fase. Em qualquer outra posição haverá defasagem entre as duas fontes sonoras já que o som deverá percorrer distâncias diferentes até atingir o ouvinte. Assim, as interações de fase influenciam na qualidade acústica dos ambientes.
Uma situação em que o controle de fase deve ser levado em conta é na captação sonora. Imagine uma gravação feita por dois micorfones, um localizado a 0,5m e outro a 1m da fonte sonora. Como o som se propaga a uma certa velocidade (aproximadamente 344 m/s), as ondas sonoras chegarão atrasadas no microfone mais distante em relação ao microfone mais próximo da fonte. Quando os sinais dos microfones forem somados, algumas frequências sofrerão cancelamento de fase enquanto outras serão reforçadas, modificando as características timbrísticas da fonte sonora.
Para que haja cancelamento total da energia sonora para uma determinada frequência, é necessário que duas ondas estejam defasadas em 180º. Em situações práticas, no entando, as diferenças de fase não são diretamente medidas em termos de ângulos, mas sim em relação ao tempo (por exemplo, atraso entre duas fonte sonoras) ou espaço (distância entre duas fontes). Quando dizemos que duas ondas têm uma diferença de fase de 180º, sigifica que uma onda está 1/2 período atrasada (se pensarmos em termos de tempo) ou que há um deslocamento de 1/2 comprimento de onda entre as duas (se pensarmos em temos de espaço). Assim é fácil deduzir que para uma diferença, temporal t ou espacial s, quaisquer, haverá um cancelamento máximo (180º) para uma frequência que tiver um período ou um comprimento de onda equivalente a a duas vezes essa diferença.
 
 
Assim, para dois sinais sonoros idênticos que chegam a um ouvinte com 0,005 segundo de atraso, o cancelamento de fase será total para uma frequência cujo período seja 2 vezes esse atraso:

Analogamente, duas fontes sonoras distantes, respectivamente a 0,50 metro e 2.22 metros de um microfone tenderão a ter um cancelamento máximo na frequência cujo comprimento de onda é 2 vezes a diferença entre as diatâncias:
Como já foi dito, duas ou mais ondas sonoras estão sempre interagindo e a onda resultante depende da diferença de fases entre elas. Ainda que a defasagem seja diferente de 180º graus para uma determinada frequência, pode estar ocorrendo uma interferência destrutiva. Para fins práticos devemos evitar a faixa de defasagem que vai de 120º a 240º. Isso porque nessa faixa a soma de duas ondas de mesma frequência e amplitude A, resulta numa onda de amplitude sempre menor do que A. O cálculo da amplitude referente à soma de duas semoides de mesma frequência é dado pela fórmula:
onde A1 e A2 são as aplitudes respectivas das duas ondas, Atotal a soma resultate e é o ângulo de defasagem. Se considerarmos que as duas ondas têm a mesma amplitude A, temos que:
para = 0º Atotal = 2 x A
para = 90º Atotal = 1.414 x A
para = 120º Atotal = 1 x A
para = 180º Atotal = 0
para = 240º Atotal = 1 x A
para = 270º Atotal = -1.414 x A
para = 360º Atotal = 2 x A
Portanto, deve-se evitar a região entre 120º e 240º de defasagem, pois aí ocorrerão os maiores cancelamentos de amplitude em função da diferença de fase:
Para saber se o atraso em relação a uma determinada frequência encontra-se nessa zona de concelamento destrutivo de fase, pode-se utilizar a seguinte fórmula:
onde t é o atraso em segundos, o qual pode ser calculado como a distância entre as fonte sonoras divida pela velocidade do som:

Se o ângulo estiver no intervalo entre 120º e 240º, haverá um cancelamento razoável para aquela frequência.





Vamos falar agora sobre microfonação dos instrumentos....seus
modos de captação e porque não a equalização até...!








Microfonando a Sanfona



Muita gente usa o jeito mais clássico de se microfonar a sanfona em estéreo, que é colocando-se um microfone para captar o teclado e outro para o lado dos baixos. Embora amplamente utilizada esta configuração tem uma séria desvantagem. O lado que capta o teclado, normalmente, fica muito favorecido e o estéreo fica completamente desbalanceado. Um fator que atrapalha mais ainda é que enquanto o lado do teclado fica normalmente parado, a distância do lado dos baixos até o microfone varia constantemente por causa dos movimentos do fole.
Uma opção para deixar o estéreo mais bem comportado é juntar um pouco mais os dois microfones, podendo-se usar por exemplo a técnica X-Y (dois cardióides a 90º) ou um microfone estéreo. Neste caso, os microfones devem ficar um pouco mais afastados do instrumento para evitar o favorecimento de algumas notas.
A melhor técnica, na minha opinião, é a que me foi ensinada por Guilherme Reis, que consiste em usar um par de microfones condensadores iguais (dois AKG 414, por exemplo) com captação cardióide, montados um acima e outro abaixo da sanfona, a uma distância de 60 a 80 cm, os dois apontados exatamente para o centro do instrumento. Nesta situação, a captação no sentido horizontal é idêntica para ambos os microfones e o efeito estéreo é comandado pela diferença de emissão, pois algumas notas e/ou seus harmônicos projetam mais para cima e outras mais para baixo. O efeito é rico e ao mesmo tempo equilibrado. As sanfonas que foram gravadas no disco Hoje e Amanhã, de Geraldo Azevedo, foram microfonadas assim.
Na mixagem, deve-se tomar cuidado pois a sanfona atua numa região semelhante à da voz. É recomendável ajustar a equalização de acordo com o timbre do cantor. Um efeito bem interessante é o chorus, que realça bastante a riqueza harmônica deste instrumento.







Todos os Acordeons em que trabalhei ao vivo os que possuíam microfones internos o som eram um lixo... dependendo do costume do Acordeonista só funciona bem no palco, isso é, só no monitor dele!!!!  
Mas uma vez conversei com Marcelo Voninho (ex-Chitãozinho e Xororó), que inclusive mora aí em Uberlândia, ele usava dois microfones cardioides pequenos um em cima e outro em baixo na parte da mão direita (daqueles AKG C419 que muitos saxofonistas usam no sax) e era ligados em Y no mesmo canal e outro (um) ligado nos baixos em outro canal.  


Não é bom misturar os sinais de 2 mics assim diretamente, sem um circuito adequado. Mas não é preciso um mixer "de verdade", basta um mixer passivo como esse, que pode misturar os sinais de dois mics:



Sao muitas as opcoes e nem precism ser mics especificos para acordeon. Na verdade, qualquer mic para instrumento com cápsula de eletreto pode ser usado. Cápsulas dinâmicas não funcionam muito bem lá dentro, pois captam o ar que entra e sai. É um barulho terrível de vento...

Para acordeon, Já tive bons resultados até com capsulas de LE-SON MP66 (!!). Cápsulas de eletreto (um tipo de microfone de condensador, mais barato) costumam funcionar bem. Tenho tido sucesso com pequenas capsulas selecionadas, em microfones para todo tipo de instrumento. Mas é preciso escolher bem. Mas as melhores mesmo são as da Panasonic, de excelente resposta.

Como muitos outros instrumentos, o acordeon emite um timbre (conteúdo harmônico) diferente em cada direção. Cada parte de seu corpo produz um som diferente. Logo, seu equilíbrio tonal muda com facilidade de acordo com a posição do microfone.

Assim, o segredo da instalação é procurar o lugar certo, para poder captar as diversas notas equilibradamente, evitando ressonâncias e captação do vento. Depende muito do desenho do instrumento, que varia entre um tipo e outro.  Normalmente, os microfones do teclado ficam sob a tela (grade), o mais afastado possivel das palhetas - isso porque a proximidade faz com que algumas notas sejam captadas com maior intensidade que outras. Daí a necessidade se 2 ou 3 microfones. A posição do(s) microfone(s) dos baixos é menos critica. Um bom luthier poderá instalar para você, basta que diga onde colocar.

Um detalhe: você irá precisar de um pequeno mixer-preamp para poder usar todos esses microfones, sem gastar 3 ou 4 canais na mesa. Um circuito semelhante ao de alguns violões ativos (com varios captadores) pode ser usado. Converse com o luthier.  Como alternativa, um bom técnico podera lhe projetar um preamp simples, com 3 ou 4 entradas e uma saída. Um pot de volume, um de balanco melodia/baixo, e pronto. Ou compre uma mini-mesa de 4 canais, existem umas de baixo custo e de qualidade aceitável.

Pode tambem usar mixers passivos (apenas com resistores), sendo um para os mics do teclado e outro para os do baixo (se usar dois).

Nesse site tem umas boas dicas sobre instalação de cápsulas dentro do instrumento:

http://web.archive.org/web/20070404022252/www.a...ugustina_ECM.html 


Um arranjo que tentei para bandoneon e concertina com cápsulas instaladas externamente e deu certo (tanto que usei diversas vezes), foi este:


microfone para bandoneon


Fiz com cápsulas de eletreto, mas quem não tem habilidade com eletrônica pode perfeitamente usar microfones de lapela comuns, omnidirecionais, de qualquer marca. Cada mic é preso a uma placa de acrílico transparente. A placa, alem de suportar o mic, ajuda bastante na captação (efeito de superfície), e por ser transparente, quase não pode ser vista no palco, pela patéia.

Outro arranjo interessante, em especial para eventos gravados em vídeo, é este:


microfone para concertina


Dá um som bem natural. São dois mics de lapela presos aos pulsos do músico com elásticos. Devem ficar a uns 10 ou 15 cm das saídas de ar da concertina. É bom usar espuma antipuf nos mics para evitar ruídos do vento e movimento das mãos. Se houver retorno no palco (com caixas), os mics deve ser do tipo cardióide, para melhor rejeição contra vazamentos e microfonia.

Em meu set, fiz um pequeno mixer que unia as duas cápsulas com controle de volume independente, mas na falta, os mics podem ser ligados direto na mesa de som, cada um num canal. Ou um simples somador com resistores, conforme já mostrei aqui antes.
 






A tessitura do acordeon genérico é a seguinte:

Registro                                 |   Teclado    | Baixos (e Contra-baixos)
----------------------------------------------------------------------------------
Master (1 som agudo, 2 médios e 1 grave) | Fá 2 ao Lá 5 | Sol -1 ao Mi 2
Piccolo (Som agudo)                      | Fá 3 ao Lá 6 | Sol  1 ao Mi 3
Clarinete (Som médio)                    | Fá 2 ao Lá 5 | Sol -1 ao Mi 2
Fagote (Som grave)                       | Fá 1 ao lá 4 | Sol -1 ao Mi 1

Não foi adicionada a tessitura dos acordes nos baixos em virtude da falta de padronização. A tessitura neste aspecto varia muito de acordo com a marca, modelo e origem do instrumento.

















 engraçado né...mas a sanfona é realmente um instrumento ingrato pois difere muito da marca e modelo...então nem adianta muito dizer q só porque editou um som de sanfona e o deixou "perfeitamente" equalizado que voce vai fazer isso sempre....
Hoje existem diversos plugins de sanfona....mas voce escuta procure na net.





Gravando Violão

Qual a melhor maneira de captar um som de violão, microfonado ou plugado?

Existem várias formas de captação, e dependendo de onde posicionamos o microfone podemos tirar diversos timbres de um unico instrumento.

A primeira coisa que temos que ter é um bom instrumento, um bom violão já é 80% de um bom timbre, não adianta você ter um microfone neumann, akg, e não tiver um bom violão, o timbre não vai ser lá essas coisas, então invista em um bom instrumento!

Qual microfone usar?

Depois que temos um bom violão a próxima etapa é um microfone legal, hoje no mercado temos inumeros microfones.
Outra coisa, não pense em já pegar um DPA 4011 ou AKG C12VR da vida, vai adquirindo os equipamentos aos poucos, agora se você tem condição em pegar um par de Neumann KM184, vai em frente que você não vai se arrepender.

Se você sentar na frente de um violão, vai perceber diferentes timbres em diferentes partes do violão, por exemplo o grave que fica mais na boca do violão.
Vamos começar com a captação mais usada.
Usando 2 microfones, coloque um na 12ª casa e outro na ponte, como mostra na figura abaixo:




Está ai umas imagens e exemplos de como microfonar ....esses são os mais clássicos...mas voce pode criar seu jeito depende muito de como voce quer encontrar o timbre...
Em breve equalização e compressão para violão.
até mais!!!


Captando Bateria

Captando Bateria Olá amigos! espero que estejam todos bem…
Bom neste tópico veremos sobre alguns microfones usados para captar o som da batera, bom além disso também veremos sobre captação.
Vamos começar pelo Bumbo.
Um microfone clássico muito usado para captar o som do bumbo é o AKG D112, isto pelo fato de ele ter uma boa resposta de graves para captar o BOOM do bumbo, e uma boa resposta nas médias altas para captar o que chamamos de “kiki”
Abaixo a foto do microfone:

Perceba a faixa de frequencia desse microfone e perceba que é ideal para o som que queremos do bumbo, 80 Hz aprox onde fica os graves, e 4 Khz aprox, onde fica o kiki dele.
A posição do mic ai fica de acordo com o som que o produtor quer tirar, uns deixam uns 5 cm na frente do bumbo, outros já deixam 3 cm da pele dentro do bumbo, e por ai vai, não existe regras, vai do som que procura, teste várias posições para perceber a diferença de cada uma delas.
É claro que temos outras infinidade de microfones para este fim, veremos outros modelos legais também:
AKG D12
Audix D6
Sennheiser 421
Entre outros…
Vou deixar aqui também um ponto de partidada para equalização de bumbo:
+6dB 100Hz
-10dB 800Hz
+6dB 1.5kHz
+6dB 7.0kHz shelf
Breve estarei postando alguns exemplos de audio gravado com esses microfones para vocês conhecerem o som de cada um. Até breve.

DICA:
se voce quiser saber o potencial do seu mic como vimos acima é só olhar ele batendo a frequncia no paz analyzer por exemplo ou no pinguim...ok?

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